segunda-feira, 21 de setembro de 2009

DIA SEM CARRO Curitiba fechará 40 quadras de 15 ruas amanha



1.500 cidades do planeta participarão do World free-car day

A Prefeitura de Curitiba fechará 40 quadras de 15 ruas do centro da capital, das 6h às 20h, na próxima terça-feira (22), o Dia Sem Carro. Apenas ônibus, bicicletas, pedestres e veículos de emergência terão acesso. No lugar de automóveis, as ruas terão educação de trânsito, exames de saúde, atividades de lazer e serviços. O objetivo é chamar a atenção para a necessidade de reduzir a emissão de poluentes.
“Curitiba une-se ao esforço mundial para reduzir a poluição e melhorar a qualidade de vida nas cidades”, afirma o prefeito Beto Richa. “É um convite para deixar o carro na garagem, para transitar de ônibus, a pé ou de bicicleta, em benefício de nossa saúde e da cidade.”
Curitiba tem um dos mais altos índices de motorização do país, de 1,67 habitante por veículo. O número de veículos na capital passou de 684.212, em 1999, para 1.097.830, em 2008. Nesse período, a população estimada da capital passou de 1.578.396 para 1.828.092 habitantes. Ou seja, em uma década, a frota de automóveis aumentou 60%, enquanto a população cresceu 15,8%.
O dia 22 de setembro marcará também os 35 anos do primeiro ônibus Expresso a circular em Curitiba, inaugurando o sistema de vias exclusivas, as canaletas, em 1974. A Rede Integrada de Transporte tem, hoje, 81 quilômetros de canaletas e transporta 2,3 milhões de passageiros por dia.
A mais recente adição ao sistema, a Linha Verde, com 9,5 quilômetros de via exclusiva para o transporte coletivo, foi inaugurada em 2008 por Richa. Os ônibus da Linha Verde são abastecidos com biocombustível, 100% à base de óleo de soja, e emitem 70% menos poluentes.
O primeiro Dia sem Carro foi realizado na França, em 1997. A mobilização se estendeu a vários países, chegando ao Brasil em 2001. Em Curitiba, o movimento está sendo divulgado também pela internet, no Twitter (www.twitter.com/ctbasemcarro). Neste ano, 1.500 cidades do planeta participarão do movimento. No Brasil, também participam cidades como Belo Horizonte e Rio de Janeiro.

domingo, 20 de setembro de 2009

DST - Doenças Sexualmente Transmissíveis


· Doenças sexualmente transmissíveis afetam homens e mulheres de todas as idades, etnias e classes sociais. Adolescentes e adultos jovens têm doenças sexualmente transmissíveis mais freqüentemente do que outra faixa etária. Isso porque eles têm relações sexuais mais freqüentes e com mais parceiros.
· A quantidade de pessoas contraindo doenças sexualmente transmissíveis está aumentando.
· Você pode estar com um doença sexualmente transmissível, não apresentar sintomas, e assim mesmo a passar para outra pessoa. Por isso os testes são tão importantes. Converse com seu médico sobre a realização de testes para doenças sexualmente transmissíveis, especialmente se você tem mais de um parceiro sexual. Lembre-se que você não precisa apresentar sintomas para fazer os testes.
· Algumas doenças sexualmente transmissíveis estão relacionadas a alguns tipos de câncer.
· Doenças sexualmente transmissíveis podem causar problemas sérios de saúde para toda a vida, os quais tendem a ser mais severos em mulheres do que em homens.
· A mãe pode passar uma doença sexualmente transmissível para seu bebê antes, durante e logo após o parto. Algumas dessas doenças sexualmente transmissíveis pode ser facilmente curáveis, porém outras podem causar danos ao recém-nascido e ocasionar problemas para a vida toda ou até a morte.
· Doenças sexualmente transmissíveis são tratadas com mais sucesso quando diagnosticadas cedo. Há testes e muitos tratamentos para doenças sexualmente transmissíveis. Quando você tiver uma doença sexualmente transmissível é melhor procurar tratamento imediatamente. É importante saber que mesmo que o tratamento curar a doença sexualmente transmissível você pode tê-la novamente.

Fonte - Vida Saudável

OUTUBRO ROSA - Vamos saber mais sobre o câncer



Câncer é um grupo de doenças que ocorrem quando as células se tornam anormais, dividindo-se e formando mais células, sem controle ou ordem. O câncer é resultado de uma série de alterações nos genes que controlam o crescimento e o comportamento celular. A ocorrência e a falta de controle dessas alterações gênicas são objeto de intensas pesquisas médicas em todo o mundo. Alguns desses genes são hereditários e seus portadores podem ter predisposição ao câncer, enquanto outros tipos de câncer são considerados esporádicos.
25 fatos sobre o Câncer:
1. Câncer, é uma palavra derivada do grego “karkinos”
2. Câncer não é uma doença única, mas 200 doenças distintas, cada uma delas com suas próprias causas, história natural e tratamento.
3. O câncer compreende um grupo de doenças que aflige a raça humana e a animal.
4. O câncer é caracterizado por um crescimento autônomo, desordenado e incontrolado de células que ao alcançarem uma certa massa, comprimem, invadem e destroem os tecidos normais vizinhos.
5. Não se conhecem a causa ou causas de 85%-90% do câncer.
6. Câncer ambiental é aquele em que o meio ambiente tem papel direto ou indireto em sua causa.
7. Em 1802 na Inglaterra, o “Comitê da Sociedade para melhorar as condições e conforto dos pobres” colocou entre 13 perguntas a seguinte: “Há alguma influência do clima ou das condições locais que facilitem qualquer tipo de câncer em qualquer parte do corpo?”
8. Os estudos epidemiológicos indicam que os fatores ambientais são importantes na causa da maioria dos cânceres.
9. De 80% a 90% dos cânceres resultam de fatores ambientais.
10. A idade é a determinante mais importante para o risco de câncer.
11. Na maioria dos carcinomas (Ca epiteliais) as taxas de incidência aumentam constantemente com a idade. Isto se explica pelo efeito cumulativo da exposição à diferentes tipos de carcinôgenos.
12. Para alguns tipos de tumores (leucemias e tumor de testículo) a maior incidência ocorre nos primeiros 4 anos de vida e entre os 20-24 anos, respectivamente.
13. Fumar dá câncer.
14. Exposição excessiva ao sol aumenta o risco de câncer da pele.
15. O câncer ocorre a qualquer idade, porem é mais freqüente em pessoas de idade avançada.
16. A cura do câncer é definida como: ausência de tumor após o tratamento, por um período de vida tão longo como o do aquele que não teve câncer.
17. O câncer não é uma desgraça social, uma punição divina ou um estigma pessoal.
18. Os oncologistas, com as novas tecnologias e tratamentos, hoje oferecem maior índice de cura respeitando a dignidade do ser humano, sua qualidade de vida e relacionamento familiar e social.
19. A cura do câncer depende de tratamento multidisciplinar.
20. Os fatores ambientais (macro e micro) são responsáveis por 80% dos tumores malignos, e os fatores endógenos e genéticos responsáveis pelos outros 20%.
21. América Latina tem alta incidência de tumores associados com a pobreza (colo do útero e estômago).
22. Os dados de mortalidade mostram que os tumores malignos ocupam os primeiros lugares em todos os paises, e a tendência é de aumentar na faixa etária de 45-65 anos.
23. A faixa de mortalidade por câncer é maior entre as mulheres do que nos homens em todos os paises, numa faixa etária de 30-64 anos. Isto se explica pela alta incidência de colo de útero e mama.
24. Alguns tipos de câncer, se diagnosticados em tempo e tratados corretamente, tem cura.
25. As crianças respondem melhor ao tratamento oncológico.

Fonte: Hospital AC Camargo

Sua essencia de luz

Para viver o bem, precisamos identificar o Ter e com o Fazer.

O Ter porque é preciso lembrar que tudo que você tem: Dinheiro, poder, fama ou qualquer outra posse não é você. Você pode ter tudo isto, mas isto não é você.

O Fazer porque você pode se ocupar o tempo todo com as mais diversas atividades, mas isto também não é você.

Somente na dimensão do Ser pode-se alcançar algo realmente valioso, que só se encontra no silêncio da mente meditativa. Ao remover as cascas do aparente, você levará ao mundo aquilo que tem de melhor: Sua Essência de Luz .

....do Torá

sábado, 19 de setembro de 2009

lei 11664


A atualização da lei nº 11.664 - que efetiva as ações de saúde e assegura a prevenção, a detecção, o tratamento e o seguimento dos cânceres de mama e colo uterino, no âmbito do Sistema Único de Saúde – traz duas importantes mudanças no que diz respeito à saúde da mulher brasileira.


A primeira delas trata-se da diminuição na idade e no tempo da realização do exame mamográfico. Agora, mulheres de 40 anos deverão ser encaminhadas para mamografia uma vez por ano.


A segunda modificação engloba a assistência integral à saúde da mulher, incluindo amplo trabalho informativo e educativo sobre a prevenção, detecção, tratamento e controle, ou seguimento pós-tratamento, dos cânceres de mama e colo uterino.


As alterações nas regras do SUS visam aumentar os diagnósticos precoces destes dois tipos de câncer, que em 2008 devem atingir mais de 90 mil mulheres em todo Brasil, segundo dados do INCa (Instituto Nacional do Câncer). O câncer de mama, por exemplo, é o tumor que mais causa mortes entre as mulheres, mas que, se diagnosticado precocemente, as chances de cura são aumentadas.


As atualizações na lei 11.664 tornaram-se necessárias para tentar conter o avanço das doenças e aumentar a atuação do SUS na prevenção, no tratamento mais efetivo e moderno, com a inclusão de novos exames diagnósticos e ação efetiva na educação.

Vida moderna
A chegada da vida moderna modificou a rotina feminina e influenciou negativamente na saúde da brasileira. Estudos comprovam que o aumento do estresse, o fumo, a falta de tempo para consultas médicas e realização de exames periódicos e a precária infra-estrutura da saúde pública nacional acarretaram no aumento dos casos dos cânceres de mama e colo do útero, entre outras doenças. Além disso, ficou comprovado que o investimento em educação deve ser efetivo, pois só assim será possível diminuir os óbitos decorrentes destas doenças.


As políticas nacionais precisam se adaptar à nova realidade e alterar os padrões estabelecidos há anos. No caso do câncer, nunca se imaginou que mulheres desenvolveriam cânceres de mama e colo com menos de 50 anos, ou antes, da menopausa.


tempo perdido???


Todos os dias quando acordo\

Não tenho maisO tempo que passou\

Mas tenho muito tempo

Temos todo o tempo do mundo...
Todos os dias

Antes de dormir

Lembro e esqueço

Como foi o dia

Sempre em frente

Não temos tempo a perder...
Nosso suor sagrado

É bem mais belo

Que esse sangue amargo

E tão sério

E Selvagem! Selvagem!Selvagem!...
Veja o sol

Dessa manhã tão cinza

A tempestade que chegaÉ da cor dos teus olhos

Castanhos...
Então me abraça forte

E diz mais uma vez

Que já estamos

Distantes de tudo

Temos nosso próprio tempo

Temos nosso próprio tempo

Temos nosso próprio tempo...
Não tenho medo do escuro

Mas deixe as luzes

Acesas agora

O que foi escondido

É o que se escondeu

E o que foi prometido

Ninguém prometeu

Nem foi tempo perdido

Somos tão jovens...
Tão Jovens! Tão Jovens!...

para pensar


Aquele que não é capaz de governar a si mesmo, não será capaz de governar os outros. Gandhi

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Rosh Hashaná



Quando aparecer a primeira estrela na noite de 18 de setembro, cerca de 110 mil judeus de todo o país comemorarão a chegada do ano 5770. Como o calendário judaico é lunar, o anoitecer marca o início de Rosh Hashaná, “cabeça do ano” em hebraico. O Ano Novo no judaísmo celebra a criação do homem e é seguida pela data mais importante da religião: o Yom Kipur, ou Dia do Perdão. O novo ano é recebido com uma celebração solene e também festiva. Famílias se reúnem no jantar e ingerem alimentos simbólicos: a maçã com mel carrega o desejo de um ano doce, a chalá (pronuncia-se ralá), um pão em formato espiralado, representa a continuidade e o anseio de um ano sem conflitos e a romã é um pedido que os méritos sejam numerosos como suas sementes. Além disso, costuma-se comer peixe, um animal que sempre nada para frente. Outra tradição ligada à alimentação é a de evitar temperos amargos, para que a amargura não se reflita no ano seguinte. Nas sinagogas, as orações incluem o toque do Shofar, instrumento feito de chifre de carneiro. Rosh Hashaná marca o início dos “Dez dias de Arrependimento”, que se encerram com Yom Kipur. Esta data é considerada a mais sagrada do calendário judaico, pois é um momento introspecção completa e perdão por pecados cometidos. O jejum de um dia é feito para que seja atingido tal grau de reflexão.
Texto - Ana Maria Petruzziello Kohana

Voce sabe o que é BULLIYNG??



O termo BULLYING compreende todas as formas de atitudes agressivas, intencionais e repetidas, que ocorrem sem motivação evidente, adotadas por um ou mais estudantes contra outro(s), causando dor e angústia, e executadas dentro de uma relação desigual de poder.
Portanto, os atos repetidos entre iguais (estudantes) e o desequilíbrio de poder são as características essenciais, que tornam possível a intimidação da vítima.
Por não existir uma palavra na língua portuguesa capaz de expressar todas as situações de BULLYING possíveis, o quadro, a seguir, relaciona algumas ações que podem estar presentes:

Colocar apelidos, Ofender, Zoar, Gozar , Encarnar , Sacanear , Humilhar , Fazer sofrer, Discriminar, Excluir, Isolar , Ignorar , Intimidar, Perseguir, Assediar, Aterrorizar , Amedrontar , Tiranizar , Dominar , Agredir, Bater, Chutar, Empurrar, Ferir, Roubar, Quebrar pertences .

E onde o Bullying ocorre?
O BULLYING é um problema mundial, sendo encontrado em toda e qualquer escola, não estando restrito a nenhum tipo específico de instituição: primária ou secundária, pública ou privada, rural ou urbana. Pode-se afirmar que as escolas que não admitem a ocorrência de BULLYING entre seus alunos, ou desconhecem o problema, ou se negam a enfrentá-lo.

De que maneira os alunos se envolvem com o Bullying?
Seja qual for a atuação de cada aluno, algumas características podem ser destacadas, como relacionadas aos papeis que venham a representar:
- alvos de Bullying - são os alunos que só sofrem BULLYING,
- alvos/autores de Bullying - são os alunos que ora sofrem, ora praticam BULLYING-
- autores de Bullying - são os alunos que só praticam BULLYING;
- testemunhas de Bullying - são os alunos que não sofrem nem praticam Bullying, mas convivem em um ambiente onde isso ocorre.

Os autores são, comumente, indivíduos que têm pouca empatia. Freqüentemente, pertencem a famílias desestruturadas, nas quais há pouco relacionamento afetivo entre seus membros. Seus pais exercem uma supervisão pobre sobre eles, toleram e oferecem como modelo para solucionar conflitos o comportamento agressivo ou explosivo.

Admite-se que os que praticam o BULLYING têm grande probabilidade de se tornarem adultos com comportamentos anti-sociais e/ou violentos, podendo vir a adotar, inclusive, atitudes delinqüentes ou criminosas.

Os alvos são pessoas ou grupos que são prejudicados ou que sofrem as conseqüências dos comportamentos de outros e que não dispõem de recursos, status ou habilidade para reagir ou fazer cessar os atos danosos contra si. São, geralmente, pouco sociáveis.

Um forte sentimento de insegurança os impede de solicitar ajuda. São pessoas sem esperança quanto às possibilidades de se adequarem ao grupo.

A baixa auto-estima é agravada por intervenções críticas ou pela indiferença dos adultos sobre seu sofrimento.

Alguns crêem ser merecedores do que lhes é imposto. Têm poucos amigos, são passivos, quietos e não reagem efetivamente aos atos de agressividade sofridos.

Muitos passam a ter baixo desempenho escolar, resistem ou recusam-se a ir para a escola, chegando a simular doenças. Trocam de colégio com freqüência, ou abandonam os estudos. Há jovens que estrema depressão acabam tentando ou cometendo o suicídio.

As testemunhas, representadas pela grande maioria dos alunos, convivem com a violência e se calam em razão do temor de se tornarem as "próximas vítimas".

Apesar de não sofrerem as agressões diretamente, muitas delas podem se sentir incomodadas com o que vêem e inseguras sobre o que fazer.

Algumas reagem negativamente diante da violação de seu direito a aprender em um ambiente seguro, solidário e sem temores. Tudo isso pode influenciar negativamente sobre sua capacidade de progredir acadêmica e socialmente.

E o Bullying envolve muita gente?
A pesquisa mais extensa sobre BULLYING, realizada na Grã Bretanha, registra que 37% dos alunos do primeiro grau e 10% do segundo grau admitem ter sofrido BULLYING, pelo menos, uma vez por semana.

O levantamento realizado pela ABRAPIA, em 2002, envolvendo 5875 estudantes de 5a a 8a séries, de onze escolas localizadas no município do Rio de Janeiro, revelou que 40,5% desses alunos admitiram ter estado diretamente envolvidos em atos de Bullying, naquele ano, sendo 16,9% alvos, 10,9% alvos/autores e 12,7% autores de Bullying.

Os meninos, com uma freqüência muito maior, estão mais envolvidos com o Bullying, tanto como autores quanto como alvos. Já entre as meninas, embora com menor freqüência, o BULLYING também ocorre e se caracteriza, principalmente, como prática de exclusão ou difamação.

Quais são as conseqüências do Bullying sobre o ambiente escolar?
Quando não há intervenções efetivas contra o BULLYING, o ambiente escolar torna-se totalmente contaminado. Todas as crianças, sem exceção, são afetadas negativamente, passando a experimentar sentimentos de ansiedade e medo.

Alguns alunos, que testemunham as situações de BULLYING, quando percebem que o comportamento agressivo não trás nenhuma conseqüência a quem o pratica, poderão achar por bem adotá-lo.

Alguns dos casos citados na imprensa, como o ocorrido na cidade de Taiúva, interior de São Paulo, no início de 2003, nos quais um ou mais alunos entraram armados na escola, atirando contra quem estivesse a sua frente, retratavam reações de crianças vítimas de BULLYING.
Merecem destaque algumas reflexões sobre isso:
- depois de muito sofrerem, esses alunos utilizaram a arma como instrumento de "superação” do poder que os subjugava.- seus alvos, em praticamente todos os casos, não eram os alunos que os agrediam ou intimidavam.
Quando resolveram reagir, o fizeram contra todos da escola, pois todos teriam se omitido e ignorado seus sentimentos e sofrimento.
As medidas adotadas pela escola para o controle do BULLYING, se bem aplicadas e envolvendo toda a comunidade escolar, contribuirão positivamente para a formação de uma cultura de não violência na sociedade.

Quais são as conseqüências possíveis para os alvos?
As crianças que sofrem BULLYING, dependendo de suas características individuais e de suas relações com os meios em que vivem, em especial as famílias, poderão não superar, parcial ou totalmente, os traumas sofridos na escola.
Poderão crescer com sentimentos negativos, especialmente com baixa auto-estima, tornando-se adultos com sérios problemas de relacionamento. Poderão assumir, também, um comportamento agressivo. Mais tarde poderão vir a sofrer ou a praticar o BULLYING no trabalho (Workplace BULLYING). Em casos extremos, alguns deles poderão tentar ou a cometer suicídio.

E para os autores?
Aqueles que praticam Bullying contra seus colega poderão levar para a vida adulta o mesmo comportamento anti-social, adotando atitudes agressivas no seio familiar (violência doméstica) ou no ambiente de trabalho.Estudos realizados em diversos países já sinalizam para a possibilidade de que autores de Bullying na época da escola venham a se envolver, mais tarde, em atos de delinqüência ou criminosos.

E quanto às testemunhas?
As testemunhas também se vêem afetadas por esse ambiente de tensão, tornando-se inseguras e temerosas de que possam vir a se tornar as próximas vítimas.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Vamos nessa?



Assédio Moral - combata esse crime!!


Assédio moral ou violência moral no trabalho não é um fenômeno novo. Pode-se dizer que ele é tão antigo quanto o trabalho. A novidade reside na intensificação, gravidade, amplitude e banalização do fenômeno e na abordagem que tenta estabelecer o nexo-causal com a organização do trabalho e tratá-lo como não inerente ao trabalho.


O que é humilhação? É um sentimento de ser ofendido/a, menosprezado/a, rebaixado/a, inferiorizado/a, submetido/a, vexado/a, constrangido/a e ultrajado/a pelo outro/a. É sentir-se um ninguém, sem valor, inútil. Magoado/a, revoltado/a, perturbado/a, mortificado/a, traído/a, envergonhado/a, indignado/a e com raiva. A humilhação causa dor, tristeza e sofrimento.


E o que é assédio moral no trabalho? É a exposição dos trabalhadores e trabalhadoras a situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções, sendo mais comuns em relações hierárquicas autoritárias e assimétricas, em que predominam condutas negativas, relações desumanas e aéticas de longa duração, de um ou mais chefes dirigida a um ou mais subordinado(s), desestabilizando a relação da vítima com o ambiente de trabalho e a organização, forçando-o a desistir do emprego.


Caracteriza-se pela degradação deliberada das condições de trabalho em que prevalecem atitudes e condutas negativas dos chefes em relação a seus subordinados, constituindo uma experiência subjetiva que acarreta prejuízos práticos e emocionais para o trabalhador e a organização.


A vítima escolhida é isolada do grupo sem explicações, passando a ser hostilizada, ridicularizada, inferiorizada, culpabilizada e desacreditada diante dos pares. Estes, por medo do desemprego e a vergonha de serem também humilhados associado ao estímulo constante à competitividade, rompem os laços afetivos com a vítima e, freqüentemente, reproduzem e reatualizam ações e atos do agressor no ambiente de trabalho, instaurando o ’pacto da tolerância e do silêncio’ no coletivo, enquanto a vitima vai gradativamente se desestabilizando e fragilizando, ’perdendo’ sua auto-estima.
Em resumo: um ato isolado de humilhação não é assédio moral. Este, pressupõe:
repetição sistemática intencionalidade (forçar o outro a abrir mão do emprego)
direcionalidade (uma pessoa do grupo é escolhida como bode expiatório)
temporalidade (durante a jornada, por dias e meses)
degradação deliberada das condições de trabalho.


Entretanto, quer seja um ato ou a repetição deste ato, devemos combater firmemente por constituir uma violência psicológica, causando danos à saúde física e mental, não somente daquele que é excluído, mas de todo o coletivo que testemunha esses atos.


O desabrochar do individualismo reafirma o perfil do ’novo’ trabalhador: ’autônomo, flexível’, capaz, competitivo, criativo, agressivo, qualificado e empregável. Estas habilidades o qualificam para a demanda do mercado que procura a excelência e saúde perfeita.


Estar ’apto’ significa responsabilizar os trabalhadores pela formação/qualificação e culpabilizá-los pelo desemprego, aumento da pobreza urbana e miséria, desfocando a realidade e impondo aos trabalhadores um sofrimento perverso.


A humilhação repetitiva e de longa duração interfere na vida do trabalhador e trabalhadora de modo direto, comprometendo sua identidade, dignidade e relações afetivas e sociais, ocasionando graves danos à saúde física e mental*, que podem evoluir para a incapacidade laborativa, desemprego ou mesmo a morte, constituindo um risco invisível, porém concreto, nas relações e condições de trabalho.


Fases da humilhação no trabalho
A humilhação no trabalho envolve os fenômenos vertical e horizontal.
O fenômeno vertical se caracteriza por relações autoritárias, desumanas e aéticas, onde predomina os desmandos, a manipulação do medo, a competitividade, os programas de qualidade total associado a produtividade. Com a reestruturação e reorganização do trabalho, novas características foram incorporadas à função: qualificação, polifuncionalidade, visão sistêmica do processo produtivo, rotação das tarefas, autonomia e ’flexibilização’. Exige-se dos trabalhadores/as maior escolaridade, competência, eficiência, espírito competitivo, criatividade, qualificação, responsabilidade pela manutenção do seu próprio emprego (empregabilidade) visando produzir mais a baixo custo.'


O que a vítima deve fazer?
Resistir: anotar com detalhes toda as humilhações sofridas (dia, mês, ano, hora, local ou setor, nome do agressor, colegas que testemunharam, conteúdo da conversa e o que mais você achar necessário).
Dar visibilidade, procurando a ajuda dos colegas, principalmente daqueles que testemunharam o fato ou que já sofreram humilhações do agressor.
Organizar. O apoio é fundamental dentro e fora da empresa.
Evitar conversar com o agressor, sem testemunhas. Ir sempre com colega de trabalho ou representante sindical.
Exigir por escrito, explicações do ato agressor e permanecer com cópia da carta enviada ao D.P. ou R.H e da eventual resposta do agressor. Se possível mandar sua carta registrada, por correio, guardando o recibo.
Procurar seu sindicato e relatar o acontecido para diretores e outras instancias como: médicos ou advogados do sindicato assim como: Ministério Público, Justiça do Trabalho, Comissão de Direitos Humanos e Conselho Regional de Medicina (ver Resolução do Conselho Federal de Medicina n.1488/98 sobre saúde do trabalhador).
Recorrer ao Centro de Referencia em Saúde dos Trabalhadores e contar a humilhação sofrida ao médico, assistente social ou psicólogo.
Buscar apoio junto a familiares, amigos e colegas, pois o afeto e a solidariedade são fundamentais para recuperação da auto-estima, dignidade, identidade e cidadania.
Importante:
Se você é testemunha de cena(s) de humilhação no trabalho supere seu medo, seja solidário com seu colega. Você poderá ser "a próxima vítima" e nesta hora o apoio dos seus colegas também será precioso. Não esqueça que o medo reforça o poder do agressor!
Lembre-se:
O assédio moral no trabalho não é um fato isolado, como vimos ele se baseia na repetição ao longo do tempo de práticas vexatórias e constrangedoras, explicitando a degradação deliberada das condições de trabalho num contexto de desemprego, dessindicalização e aumento da pobreza urbana. A batalha para recuperar a dignidade, a identidade, o respeito no trabalho e a auto-estima, deve passar pela organização de forma coletiva através dos representantes dos trabalhadores do seu sindicato, das CIPAS, das organizações por local de trabalho (OLP), Comissões de Saúde e procura dos Centros de Referencia em Saúde dos Trabalhadores (CRST e CEREST), Comissão de Direitos Humanos e dos Núcleos de Promoção de Igualdade e Oportunidades e de Combate a Discriminação em matéria de Emprego e Profissão que existem nas Delegacias Regionais do Trabalho.
O basta à humilhação depende também da informação, organização e mobilização dos trabalhadores. Um ambiente de trabalho saudável é uma conquista diária possível na medida em que haja "vigilância constante" objetivando condições de trabalho dignas, baseadas no respeito ’ao outro como legítimo outro’, no incentivo a criatividade, na cooperação.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

HUMSOL na mídia

Deu na mídia:

www.bemparana.com.br
Coluna Carreira & Companhia - Ana Paula de Carvalho

Surge em Curitiba o Instituto Humanista de Desenvolvimento Social (HUMSOL), iniciativa louvável para alavancar projetos sociais junto a comunidades em vulnerabilidade pessoal e social. Acesse e faça parte: http://humsol.blogspot.com

Cor-de-rosa


O HUMSOL estará participando dia primeir0 de outubro, as 10 horas, do III Encontro das Primeiras-Damas, Provopar e Acao Social dos Municípios do Paraná . O encontro será para informar, prevenir e promover acoes para a deteccao precoce do cancer de mama. Será no Centro Legislativo Presidente Anibal Khury - Assembléia Legislativa do Estado do Paraná, a convite do presidente, o deputado Nelson Justus, por proposicao da deputada Cida Borghetti.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

11 de setembro


A cidade de Nova York ficou em silêncio nesta sexta-feira (11) em homenagem às vítimas do 11 de Setembro, oito anos depois dos ataques terroristas.

"Enquanto nossos corações se voltam para aqueles que perdemos, também lembramos todos os que espontaneamente ajudaram no que puderam e como puderam", disse o prefeito da cidade, Michael Bloomberg, antes de pedir que os presentes se unissem à homenagem em lembrança das vítimas.

Sinos soaram em igrejas da cidade, e centenas de pessoas reuniram-se em um parque próximo ao Marco Zero, local dos ataques. Eles ficaram em silêncio entre 8h46 e 9h03 locais (9h46 e 10h03 de Brasília), hora em que os aviões sequestrados chocaram-se contra as torres do World Trade Center.

Mapa da violência em Curitiba


O Conselho Municipal da Condição Feminina de Curitiba inicia na próxima semana o mapeamento da violência contra a mulher para identificar o perfil socioeconômico da vítima e do agressor. Trata-se do projeto “Gestão de Informação da Mulher Curitibana”, que será lançado na próxima terça-feira, dia 15 de setembro, às 14h30min no auditório da Rua da Cidadania do Carmo, na Regional Boqueirão. Estão convidadas lideranças comunitárias, associações organizadas e o público.
Para Beth Maia, presidente do Conselho da Condição Feminina, a pesquisa junto a comunidade visa a garantia dos direitos da mulher e à eliminação de discriminações que limitem a plena inserção da mulher na vida econômica, política, social e cultural da cidade. “ Nossa meta é contribuir para a definição de políticas públicas que auxiliem a mulher vítima de violência e na reeducação do agressor”, afirmou.
Serão realizadas 5.929 pesquisas de busca ativa nas regionais na Matriz, Boqueirão, Cajuru, Boa Vista, Santa Felicidade, Portão, Pinheirinho, Bairro Novo e CIC e, uma pesquisa através do site http://www.curitiba.mulheres.org.br/, onde a participação é livre.
Lei Maria da Penha
A pesquisa tem por base o cumprimento da lei nº 11.340/2006, popularmente conhecida como Lei Maria da Penha e que prevê o enfrentamento da violência doméstica e familiar contra a mulher. Segundo estimativa na Anistia Internacional, pelo menos uma em cada três mulheres ao redor do mundo sofre algum tipo de violência durante a vida. Dados da OMS – Organização Mundial da Saúde apontam que 70% das vítimas de assassinato do sexo feminino foram mortas por seus maridos, que a violência contra as mulheres é um fenômeno universal que atinge todas as classes sociais, etnias, religiões e culturas e que mais de 40% das violências resultam em lesões corporais graves decorrentes de socos, tapas, chutes, amarrações, queimaduras, espancamentos e estrangulamentos.
A presidente Beth Maia, do Conselho Municipal da Condição Feminina salienta ainda a importância de conhecer o tamanho do problema. “De acordo com a executiva Inés Alberdi, do Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (Unifem), noventa países já criaram leis específicas como a Maria da Penha, do Brasil, que é uma das mais modernas e completas. Mas o grande problema é a falta de dados, porque as denúncias ainda são pequenas. Só conhecendo o tamanho da violência poderemos planejar ações efetivas”, afirmou, lembrando o projeto “Gestão de Informação da Mulher Curitibana”, foi pensado para mudar a mentalidade da sociedade em relação à violência contra a mulher.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Coluna do Bessa destaca Outubro Rosa


Jornal Gazeta do Povo

Coluna Reinaldo Bessa

10 de setembro de 2009


Estamos na mídia!!


Vestida de rosa 1
O chafariz da Praça Espanha se tingiu de vermelho, recentemente, para instalação de arte da Bienal Vento Sul. E é bom os curitibanos se acostumarem com intervenções urbanas desse tipo, pois a próxima, além de inusitada, será por uma boa causa. Em outubro, a estufa do Jardim Botânico será toda iluminada em tons de rosa. A ação é resultado de parceria entre o Instituto Humanista de Desenvolvimento Social, a prefeitura de Curitiba e a Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas e Grupos de Apoio à Saúde da Mama.

Vestida de rosa 2
Para completar, o prédio da Secretaria municipal de Saúde vai ganhar um imenso laço rosa. As intervenções jogam luzes, literalmente, sobre a importância da detecção precoce do câncer de mama. A campanha, batizada de Outubro Rosa, é um evento mundial. O objetivo é dar visibilidade à causa do combate ao câncer de mama. Outros monumentos famosos já ganharam luzes rosas – entre eles a Torre de Pisa na Itália, o Arco do Triunfo na França, o Museu de Arte Moderna em São Paulo e o Cristo Redentor no Rio de Janeiro.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Vamos trabalhar??


O Humsol está com tentáculos em várias frentes, divulgando programas, mostrando que o voluntariado é possível e aprendendo a dominuir distâncias e diferenças entre as pessoas.

Venha conhecer o nosso trabalho.


  • 10 de setembro - palestra no ParanáPrevidência

  • 11 de setembro - entrevista Rádio Saúde

  • 14 de setembro - Conselho Estadual da Cidadania Empresarial da FIEP

  • 14 de setembro - Reunião do HUMSOL (noite)

  • 15 de setembro - Reunião com o médico Luiz Antonio, coordenador do Congresso Cancerologia

  • 16 de setembro - Palestra em Campo Largo, na empresa DANA , para os turnos da manhã e tarde.

Participe, colabore, nos acompanhe!!!


O voluntariado é alma, paixão, dedicação!!!

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Feliz aniversário Tania!!

A presidente da HUMSOL, Tania Gomez faz aniversário hoje.
Nós, parceiros desta empreitada, desejamos paz e luz.
E muita força para continuar a trilhar a estrada da boa vontade entre os homens.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Autoestima


Matéria publicada na Revista Isto É e que vale a pena ser reproduzida.


Antes de ler esta reportagem pare diante do espelho e faça um exercício sincero com você mesmo. Diga dez qualidades suas. Aponte também pelo menos cinco partes do corpo que lhe agradam. Observe ainda se é capaz de contabilizar mais pontos positivos do que negativos durante seu dia. Lembre o nome de cinco amigos que não são colegas de trabalho. E, com honestidade, assuma seus erros mais recentes.


Não conseguiu? Sinal de que a autoestima vai mal - e isso pode prejudicar muito a vida de alguém.


A falta de amor-próprio é um problema histórico do brasileiro, dono de uma autoimagem derrotista. Estudo da International Stress Management Association no Brasil (Isma- BR) aponta que 59% das pessoas no País têm pouca confiança em si. Quem tem baixa autoestima acaba atropelado pelo dinamismo do mundo, ou reage com violência às frustrações, ou mascara a insegurança com símbolos de status. O resultado vai de um simples incômodo a distúrbios mentais graves. Por isso, estimar-se é uma necessidade vital, que não tem nada a ver com arrogância, como se acreditava até 15 anos atrás.


Olhar-se no espelho disposto a fazer uma autoanálise é o primeiro passo para resgatar a autoestima. "Observar-se e perguntar 'o que há de melhor em mim' é um caminho para mudar o ponto de vista sobre quem você é, iniciando o processo de conhecimento interior", diz o consultor Sergio Savian, diretor da Escola de Relacionamento Mudança de Hábito, em São Paulo. Hoje, aprender a dizer "eu me amo" é compreendido como uma atitude saudável e indispensável para se sentir pleno.


Por causa desta crença, estima-se que tenha aumentado em até 20% a procura por cursos e terapias com a finalidade de trabalhar a autoestima desde meados da década passada. Enaltecer em excesso a humildade e tachar pessoas seguras de metidas está em desuso. Uma série de pesquisas indicando as evidências positivas da autoconfiança reforça essa tese. A mais recente é da Universidade da Califórnia, publicada no mês passado no "Journal of Personality and Social Psychology", na qual os pesquisadores comprovam que pessoas com baixa autoestima estão mais sujeitas à depressão.


RISCO

Pessoas com baixa autoestima estão mais sujeitas a ter depressão, segundo pesquisas
Há empresas que já entenderam a importância de reforçar a confiança dos funcionários. Perceberam que o assédio moral - quando há ameaças e humilhações - só resulta em queda de rendimento e pessoas infelizes. Uma equipe em equilíbrio gera melhores resultados, é comprometida e responsável. "As novas gerações não querem o stress que consumiu seus pais. Ou as empresas mudam, ou não conseguirão recrutar os bons profissionais", afirma o headhunter Ivan Witt, sócio-diretor da Steer Recursos Humanos. Um ambiente sadio, motivador e flexível, que permita ao funcionário se sentir especial, provocará uma revolução no mundo corporativo.
Antenada com a tendência, a siderúrgica ArcelorMittal Tubarão, no Espírito Santo, desenvolveu programas pensando na saúde global dos empregados, com foco na autoestima deles e de suas famílias. Em encontros periódicos orientados por psicólogos, questões ligadas ao bemestar são tratadas de maneira integral. Saúde física, emocional, relações afetivas e até sugestões de como lidar com dinheiro estão na pauta das reuniões.


VOLTA POR CIMA

Daniela Assunção refez a vida após uma relação difícil. "Incluímos os familiares ao percebermos que os problemas do funcionário não são isolados", diz a assistente social Sandra Sabadini, coordenadora dos programas. Mais de 80% da equipe já participou. A pressão e a cobrança do mercado existem. Porém, eles reagem melhor a esses desafios por estarem serenos. Nas avaliações internas, dão média 9 aos projetos. Segundo um estudo da Case Western Reserve University, quando são demitidos, indivíduos com boa autoestima culpam menos a crise e não sentem tanta raiva e pânico.


A confiança em si não excluirá tristezas e erros. Ajuda, porém, a lidar melhor com as adversidades, analisar os problemas, aprender com eles e seguir em frente. Sem drama, sabendo ouvir e sem culpar os demais - atitudes inerentes a quem tem baixa autoestima. A arquiteta Daniela Assunção, 34 anos, aprendeu isso, duramente, na prática. Ela viu um furacão passar em sua vida com o fim de um relacionamento de 11 anos. "Não sabia dizer não, me mesclei demais ao outro", conta. No final, nem identificava mais quais eram os seus reais desejos.

PASSADO

A situação-limite aconteceu há cinco anos, quando descobriu que o ex tinha outra há meses. Além do amor, Daniela perdia o emprego na loja dele. Ainda assim, chegou a pedir para reatar. Comentários como "você é linda, nem precisa ficar triste" a deixavam pior. "Como se ser bonita me impedisse de sofrer", diz. Por três meses, não saiu de casa. Quando tomou coragem, viu que não sabia nem mais conversar. Foi o alerta de que uma mudança era urgente.
Daniela passou a escrever sobre seus sentimentos e a conversar na internet com pessoas na mesma situação. Deu início à sua autocura. Fez terapia, viajou pela Europa, aprendeu a meditar. "Me dei conta de que não preciso temer o erro", diz. Agora, se dedica à consultoria em feng shui (técnica oriental de harmonização dos ambientes). Está solteira e feliz. "Pretendente não falta", brinca. Não ter medo de errar, como percebeu Daniela, é uma das principais características daqueles que têm autoestima. "Todos nós fracassamos em algum momento", disse à ISTOÉ o psiquiatra francês Christophe André, autor do livro "Imperfeitos, Livres e Felizes". "É preciso aprender a se perdoar e seguir em frente." Saber estimar-se verdadeiramente inclui não ter vergonha de desistir, de dizer "não sei", admitir que está com medo, que precisa de ajuda, tirar lições dos erros e deixar para trás as feridas.


Terapia em grupo é uma saída para quem precisa dar o primeiro passo da reconstrução pessoal. Foi o caminho que a escritora Gisela Rao, 44 anos, escolheu, para ajudar uma amiga. Em 2000 ela fundou um grupo no prédio onde morava para trabalhar a autoestima de mulheres em relações que ela chama de tóxicas. "Eu mesma venho de uma família com baixa autoestima", diz. "Por isso, repeti um padrão, me interessando por homens rejeitadores e que me faziam mal." Auxiliar o próximo eleva a crença na própria capacidade - como fez Gisela. "O egoísta nunca está feliz", diz o consultor Savian. A escritora gostou tanto da experiência que a desengavetou este ano, criando o divertido blog Vigilantes da Autoestima.


SINTONIA

Reforçar a confiança dos funcionários gera melhoresresultados para as empresas. O desafio de Gisela é vigiar a segurança dela mesma durante 365 dias e servir de exemplo para as seguidoras do seu blog. "Minha autoestima triplicou", diz. Ela retomou os encontros com outras mulheres para discutir segurança, otimismo, autoaceitação. Em clima descontraído e com o respaldo de psicólogas, as reuniões acontecem uma vez por mês em São Paulo. Ao final dos 365 dias, lançará o livro com o nome do blog.

domingo, 6 de setembro de 2009

Uma liçao de humildade


O vice-presidente do Brasil deu uma liçao de humildade, em uma entrevista a Revista VEJA desta semana.

José Alencar deu início, na semana passada, a mais um tratamento contra o câncer. "Um dia desses me disseram que, ao morrer, iria encontrar meu pai, falecido há mais de cinquenta anos. Aquilo me emocionou profundamente. Se for para me encontrar com mamãe e papai, quero morrer agora"


José Alencar, de 77 anos, deu início a mais uma batalha contra o câncer. É o 11º tratamento ao qual ele se submete na tentativa de controlar o sarcoma, um câncer agressivo e recidivo, diagnosticado pela primeira vez em 2006.


A abordagem de agora consiste em quatro sessões semanais de quimioterapia. A químio foi decidida pelos médicos uma vez que o câncer de Alencar, com vários nódulos na região do abdômen, não respondeu a uma medicação ainda em fase experimental, em testes no hospital MD Anderson, centro de excelência em pesquisas oncológicas, nos Estados Unidos.


Desde o início desse tratamento, em maio, o sarcoma cresceu cerca de 30%. A químio é uma tentativa de conter o alastramento do tumor. Visivelmente abatido, quase 10 quilos mais magro, Alencar recebeu a repórter Adriana Dias Lopes na sala 215 do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, enquanto passava pela primeira sessão de químio. O encontro durou cerca de uma hora. Nos primeiros dez minutos, o vice-presidente comeu dois hambúrgueres e tomou um copo de leite.


Alencar chorou duas vezes. Ao falar de seus pais e da humildade, a virtude que, segundo ele, a doença lhe ensinou.


Como o senhor está se sentindo?

Está tudo ótimo: pressão, temperatura, coração e memória. Tenho apetite, inclusive – só não como torresmo porque não me servem. O meu problema é o tumor. Tenho consciência de que o quadro é, no mínimo, dificílimo – para não dizer impossível, sob o ponto de vista médico. Mas, como para Deus nada é impossível, estou entregue em Suas mãos.


Desde quando o senhor sabe que, do ponto de vista médico, sua doença é incurável?

Os médicos chegaram a essa conclusão há uns dois anos e logo me contaram. E não poderia ser diferente, pois sempre pedi para estar plenamente informado. A informação me tranquiliza. Ela me dá armas para lutar. Sinto a obrigação de ser absolutamente transparente quando me refiro à doença em público – ninguém tem nada a ver com o câncer do José Alencar, mas com o câncer do vice-presidente, sim. Um homem público com cargo eletivo não se pertence.


O senhor costuma usar o futebol como metáfora para explicar a sua luta contra a doença. Certa vez, disse que estava ganhando de 1 a 0. De outra, que estava empatado. E, agora, qual é o placar?

Olha, depois de todas as cirurgias pelas quais passei nos últimos anos, agora me sinto debilitado para viver o momento mais prazeroso de uma partida: vibrar quando faço um gol. Não tenho mais forças para subir no alambrado e festejar.


Como a doença alterou a sua rotina?

Mineiro costuma avaliar uma determinada situação dizendo que "o trem está bom ou ruim". O trem está ficando feio para o meu lado. Minha vida começou a mudar nos últimos meses. Ando cansado. O tratamento que eu fiz nos Estados Unidos me deu essa canseira. Ando um pouco e já me canso. Outro fato que mudou drasticamente minha rotina foi a colostomia (desvio do intestino para uma saída aberta na lateral da barriga, onde são colocadas bolsas plásticas), herança da última cirurgia, em julho. Faço o máximo de esforço para trabalhar normalmente. O trabalho me dá a sensação de cumprir com meu dever. Mas, às vezes, preciso de ajuda. Tenho a minha mulher, Mariza, e a Jaciara (enfermeira da Presidência da República) para me auxiliarem com a colostomia. Quando, por algum motivo, elas não podem me acompanhar, recorro a outros dois enfermeiros, o Márcio e o Dirceu. Sou atendido por eles no próprio gabinete. Se estou em uma reunião, por exemplo, digo que vou ao banheiro, chamo um deles e o que tem de ser feito é feito e pronto. Sem drama nenhum.


O senhor não passa por momentos de angústia?

Você deveria me perguntar se eu sei o que é angústia. Eu lhe responderia o seguinte: desconheço esse sentimento. Nunca tive isso. Desde pequeno sou assim, e não é a doença que vai mudar isso.
O agravamento da doença lhe trouxe algum tipo de reflexão? A doença me ensinou a ser mais humilde. Especialmente, depois da colostomia. A todo momento, peço a Deus para me conceder a graça da humildade. E Ele tem sido generoso comigo. Eu precisava disso em minha vida. Sempre fui um atrevido. Se não o fosse, não teria construído o que construí e não teria entrado na política.
É penoso para o senhor praticar a humildade?

Não, porque a humildade se desenvolve naturalmente no sofrimento. Sou obrigado a me adaptar a uma realidade em que dependo de outras pessoas para executar tarefas básicas. Pouco adianta eu ficar nervoso com determinadas limitações. Uma das lições da humildade foi perceber que existem pessoas muito mais elevadas do que eu, como os profissionais de saúde que cuidam de mim. Isso vale tanto para os médicos Paulo Hoff, Roberto Kalil, Raul Cutait e Miguel Srougi quanto para os enfermeiros e auxiliares de enfermagem anônimos que me assistem. Cheguei à conclusão de que o que eu faço profissionalmente tem menos importância do que o que eles fazem. Isso porque meu trabalho quase não tem efeito direto sobre o próximo. Pensando bem, o sofrimento é enriquecedor.


Essa sua consideração não seria uma forma de se preparar para a morte?

Provavelmente, sim. Quando eu era menino, tinha uma professora que repetia a seguinte oração: "Livrai-nos da morte repentina". O que significa isso? Significa que a morte consciente é melhor do que a repentina. Ela nos dá a oportunidade de refletir.


O senhor tem medo da morte?

Estou preparado para a morte como nunca estive nos últimos tempos. A morte para mim hoje seria um prêmio. Tornei-me uma pessoa muito melhor. Isso não significa que tenha desistido de lutar pela vida. A luta é um princípio cristão, inclusive. Vivo dia após dia de forma plena. Até porque nem o melhor médico do mundo é capaz de prever o dia da morte de seu paciente. Isso cabe a Deus, exclusivamente.


O senhor se deu conta da comoção nacional que tem provocado?

Não há fortuna no mundo capaz de retribuir o carinho dos brasileiros. Sou um privilegiado. Você não imagina a quantidade de manifestações afetuosas que tenho recebido. Um dia desses me disseram que, ao morrer, iria encontrar meu pai, falecido há mais de cinquenta anos. Aquilo me emocionou profundamente. Se for para me encontrar com mamãe e papai, quero morrer agora. A esperança de encontrar pessoas queridas é um alento muito grande – e uma grande razão para não ter medo do momento da morte.


O senhor se tornou mais devoto com a doença?

Sou de família católica, mas nunca fui de ir à missa. Nem agora faço isso. Quando a coisa aperta, rezo o pai-nosso. Ultimamente, tenho rezado umas duas, três vezes ao dia.


Se recebesse a notícia de que foi curado, o que faria primeiro?

Abraçaria a Mariza e diria: "Muito obrigado por ter cuidado tão bem de mim".